Ronco e sonolência diurna? Seu dentista pode ajudar

É comum as pessoas não saberem que para resolver um problema de ronco elas podem, em muitos casos, recorrer ao seu dentista. Apesar de brincadeiras que fazem com o ronco de uma pessoa, quem passa por esse problema pode não apenas sentir constrangimento como estar correndo perigo de vida com uma doença chamada de apneia do sono. Em casos extremos, ela pode provocar enfarto ou AVC (Acidente Vascular Cerebral).

apnéia

Em um consultório dentário é possível observar um sintoma clássico da apneia, o cansaço. Alguns pacientes acabam dormindo na cadeira do dentista e não é por relaxamento, mas simplesmente porque não dormem bem à noite e passam o dia cansados. Por isso, o dentista pode ser o primeiro a notar que tem algo errado com o paciente, especialmente se ele começa a roncar e a ter paradas respiratórias durante o tempo em que está dormindo na cadeira enquanto é atendido. Além disso, o dentista também poderá avaliar o tamanho de sua maxila, um fator importante que indica possibilidade de ter apneia.

Identificado o sintoma da sonolência

o dentista encaminha o paciente para realizar exames, como a polissonografia, específico para detectar a existência da apneia. Dessa forma, a observação e a ação do dentista podem ser primordiais para que o paciente tenha uma vida mais saudável a partir do momento que detecta a apneia e começa a tratá-la.

A apneia é caracterizada por paradas respiratórias repetidas. O sistema nervoso envia um alerta que faz a pessoa acordar e retomar a respiração, mas a demora em retomar a respiração pode causa falta de oxigenação sanguínea e levar a um enfarto e até a um AVC. Esse processo se dá por conta do estreitamento da orofaringe, região que fica atrás da língua. A vibração do ar que fica preso no local gera o ronco. Uma pessoa normal pode ter até cinco paradas durante o sono. Já quem tem apneia grave pode chegar a ter mais de 30 paradas respiratórias durante o sono.

Pessoas mais propensas

Entre as pessoas mais propensas a terem apneia estão as mais velhas (devido ao envelhecimento da musculatura da faringe), os obesos, mulheres com problemas hormonais e pessoas que têm a maxila pequena, daí a importância da observação do dentista.

O tratamento da apneia depende do grau da doença que o paciente apresenta. Para quem tem a doença em grau menos severo, pode ser indicado o uso de aparelhos intraorais, que traz até 80% de resultados positivos. Esses aparelhos podem ser usados como retentores de língua ou, em outros casos, para reposicionar a maxila, que ajuda a abrir o espaço para passagem do ar. Muitas pessoas chegam a ter uma vida normal com esse tratamento. Já para casos mais graves, ou que não apresentarem resultados com os aparelhos, há indicação de cirurgias ou uso do aparelho CPAP, que envia colunas de ar de alta pressão para desobstruir as vias respiratórias do paciente.

Para quem tem problemas com ronco, além de procurar profissionais que possam ajudá-lo a detectar e cuidar da apneia, há duas dicas recomendáveis:

1) não dormir de barriga para cima, pois a gravidade facilita o encontro das paredes da orofaringe, principalmente nas pessoas mais idosas; e

2) evitar consumo de bebidas alcoólicas antes de dormir.

Da próxima vez que for ao seu dentista, converse com ele sobre o tema.

Esclareça suas dúvidas e cuide bem da sua saúde como um todo.

 

 

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